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Funcionário que fumar no Hospital das Clínicas, em SP, pode ser suspenso
Funcionários do HC (Hospital das Clínicas), em São Paulo, que forem surpreendidos fumando podem ser suspensos a partir desta segunda-feira (3). O Instituto Central do HC estendeu a proibição do fumo para áreas que funcionavam como 'fumódromos' do Pronto-Socorro, do Prédio dos Ambulatórios e das unidades de internação, como jardins, pátios abertos e corredores. Os que desejarem fumar - sejam funcionários, visitantes ou pacientes - só poderão fazê-lo na calçada.
De acordo com a assessoria do HC, o pessoal dos setores de segurança e higiene e limpeza foram treinados para fazer a abordagem dos que estiverem infringindo a norma. Bitucas também servirão como indicadores da conduta irregular.No caso dos funcionários, os infratores receberão primeiro uma advertência verbal. Na reincidência, uma advertência por escrito. Se houver persistência, o funcionário pode ser suspenso. Nem mesmo os pacientes dependentes do tabaco poderão continuar a acender cigarros nas dependências do hospital. Estes receberão, no momento da internação, um adesivo cinza na ficha, que indica à equipe médica que o paciente deverá ter seu grau de dependência avaliado. Se necessário, ele poderá ser submetido à terapia de substituição da nicotina, feita com a aplicação de adesivos sobre a pele.Quanto aos visitantes, serão advertidos verbalmente sobre a proibição. Em caso de insistência, poderão receber multa. De acordo com a assessoria de imprensa, o HC está se adequando à lei estadual 13.016, de 19 de maio de 2008, que proíbe o fumo em prédios públicos.
De acordo com a assessoria do HC, o pessoal dos setores de segurança e higiene e limpeza foram treinados para fazer a abordagem dos que estiverem infringindo a norma. Bitucas também servirão como indicadores da conduta irregular.No caso dos funcionários, os infratores receberão primeiro uma advertência verbal. Na reincidência, uma advertência por escrito. Se houver persistência, o funcionário pode ser suspenso. Nem mesmo os pacientes dependentes do tabaco poderão continuar a acender cigarros nas dependências do hospital. Estes receberão, no momento da internação, um adesivo cinza na ficha, que indica à equipe médica que o paciente deverá ter seu grau de dependência avaliado. Se necessário, ele poderá ser submetido à terapia de substituição da nicotina, feita com a aplicação de adesivos sobre a pele.Quanto aos visitantes, serão advertidos verbalmente sobre a proibição. Em caso de insistência, poderão receber multa. De acordo com a assessoria de imprensa, o HC está se adequando à lei estadual 13.016, de 19 de maio de 2008, que proíbe o fumo em prédios públicos.
Cirurgia bariátrica_reducao de estomago_ pode afetar a saúde bucal, aponta pesquisa
Pesquisa realizada com 57 pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica (redução do estômago), no Ambulatório de Obesidade Mórbida do Hospital das Clínicas da Unicamp, apontou índice de comprometimento da saúde bucal acima da média regional e da nacional nessa população. A constatação foi feita pela cirurgiã-dentista Beatriz Balduino Ferraz da Silva em sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). A pesquisa foi orientada pela professora Dagmar de Paula Queluz.
Segundo a pesquisadora, a necessidade de um acompanhamento especializado antes e após a cirurgia se faz necessário por vários motivos. Primeiro, porque o paciente que se submete ao procedimento necessita mastigar muito bem os alimentos devido à capacidade gástrica reduzida. O que Beatriz observou, no entanto, é que na amostra da pesquisa 87,7% dos pacientes apresentaram necessidade de prótese dentária. “Constatei a ausência de dentes ou próteses em condições inadequadas, o que pode levar a dificuldades na mastigação”.
Outro fator refere-se às condições pós-operatórias. Na maioria das vezes, a pessoa sofre com vômitos freqüentes por um período. “Para eliminar o gosto ruim da boca, o paciente acaba escovando os dentes na seqüência, quando na verdade o recomendado é utilizar soluções alcalinas para neutralizar a acidez salivar antes da escovação. A acidez amolece a superfície dos dentes, causando a erosão dental”, explica.
Além de fazer a avaliação clínica e identificar os principais problemas dentários desses pacientes, a cirurgiã dentista também aplicou questionário avaliando a autopercepção que possuem da saúde bucal. Há relatos, destaca Beatriz, que a pessoa não procurava o dentista por conta do excesso de peso. “Eles diziam que tinham medo de sentar na cadeira e quebrá-la ou ainda passar por outros tipos de constrangimento pelo excesso de peso. Eles procuram o tratamento apenas em situações emergenciais, entre as quais quebra de dente ou dor”, esclarece.
A partir destes resultados, Beatriz destaca a importância de se incluir um cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar que realiza a cirurgia de redução de estômago. Para ela, tanto no pré quanto no pós-cirúrgico as orientações especializadas associadas à reabilitação protética poderiam auxiliar muito na redução dos índices de comprometimento e minimizar os riscos pós-operatórios a que esses pacientes estão sujeitos. Ela justifica argumentando sobre o aumento significativo deste tipo de intervenção no Brasil. Só o Hospital da Unicamp realiza quatro cirurgias por semana. Créditos:RAQUEL DO CARMO SANTOS
Segundo a pesquisadora, a necessidade de um acompanhamento especializado antes e após a cirurgia se faz necessário por vários motivos. Primeiro, porque o paciente que se submete ao procedimento necessita mastigar muito bem os alimentos devido à capacidade gástrica reduzida. O que Beatriz observou, no entanto, é que na amostra da pesquisa 87,7% dos pacientes apresentaram necessidade de prótese dentária. “Constatei a ausência de dentes ou próteses em condições inadequadas, o que pode levar a dificuldades na mastigação”.
Outro fator refere-se às condições pós-operatórias. Na maioria das vezes, a pessoa sofre com vômitos freqüentes por um período. “Para eliminar o gosto ruim da boca, o paciente acaba escovando os dentes na seqüência, quando na verdade o recomendado é utilizar soluções alcalinas para neutralizar a acidez salivar antes da escovação. A acidez amolece a superfície dos dentes, causando a erosão dental”, explica.
Além de fazer a avaliação clínica e identificar os principais problemas dentários desses pacientes, a cirurgiã dentista também aplicou questionário avaliando a autopercepção que possuem da saúde bucal. Há relatos, destaca Beatriz, que a pessoa não procurava o dentista por conta do excesso de peso. “Eles diziam que tinham medo de sentar na cadeira e quebrá-la ou ainda passar por outros tipos de constrangimento pelo excesso de peso. Eles procuram o tratamento apenas em situações emergenciais, entre as quais quebra de dente ou dor”, esclarece.
A partir destes resultados, Beatriz destaca a importância de se incluir um cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar que realiza a cirurgia de redução de estômago. Para ela, tanto no pré quanto no pós-cirúrgico as orientações especializadas associadas à reabilitação protética poderiam auxiliar muito na redução dos índices de comprometimento e minimizar os riscos pós-operatórios a que esses pacientes estão sujeitos. Ela justifica argumentando sobre o aumento significativo deste tipo de intervenção no Brasil. Só o Hospital da Unicamp realiza quatro cirurgias por semana. Créditos:RAQUEL DO CARMO SANTOS
Pesquisadores do HC avaliam colesterol e triglicérides de 2 mil crianças e jovens:Índices obtidos em estudo desenvolvido ao longo de oito anos...

Pesquisadores do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp analisaram durante oito anos os resultados de colesterol e de triglicérides no sangue de aproximadamente 2 mil crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos atendidos no Ambulatório de Dislipidemias e em ambulatórios especializados do HC, principalmente na área de Pediatria. Este estudo retrospectivo de análise clínico-laboratorial foi conduzido pela professora Eliana Cotta de Faria, do Departamento de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, com a colaboração do patologista clínico Fábio Bernardi Dalpino e da pediatra Raquel Takata.
O estudo encontrou altos índices de colesterol e triglicérides nas crianças e adolescentes. Os dados surpreenderam até mesmo os pesquisadores. Inéditos nessa faixa etária da população brasileira, eles compõem o trabalho “Lípides e lipoproteínas séricos em crianças e adolescentes ambulatoriais de um hospital universitário público”, publicado recentemente na Revista Paulista de Pediatria.
De acordo com a literatura mundial e brasileira especializadas, o colesterol em crianças e adolescentes deve ser inferior à 170mg/dL e os triglicérides menores que 100 mg/dL. Para as análises estatísticas do perfil lipídico dessa faixa etária, os pesquisadores da Unicamp adotaram valores de corte internacionais, nacionais e os recomendados pelo médico e pesquisador norte-americano Kwiterovich, estudioso das dislipidemias na infância. Os resultados encontrados pelos pesquisadores do
Ambulatório de Dislipidemias do HC nas medidas analisadas de lipoproteínas do LDL-colesterol (considerado “ruim”) do HDL-colesterol (tido como “bom”) e dos triglicérides foram muito alterados, tanto em meninas quanto em meninos.
Das crianças entre 2 e 9 anos, 44% apresentaram valores alterados para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 56% para os triglicérides. Entre os adolescentes de 10 e 19 anos, 44% apresentaram alterações para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 50% para os triglicérides. A pesquisa também indicou que houve uma redução de HDL-colesterol em 44% das crianças e em 49% dos adolescentes.
Outros dados analisados neste estudo indicaram que aproximadamente 34% das crianças e adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipertrigliceridemia; 15% das crianças e 20% dos adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipoalfalipoproteinemia (diminuição do HDL-colesterol); e, na média, 30% tinham hipertrigliceridemia combinada com hipoalfalipoproteinemia.
Segundo a pesquisadora, no Brasil, até o momento, não há estudos com uma grande amostra de crianças e adolescentes ambulatoriais. Houve interesse em explorar os indivíduos atendidos no Hospital de Clínicas da Unicamp por ele abranger uma região com cerca de cinco milhões de pessoas. “Os dados encontrados, portanto, refletem a situação da população desta região do país”, explicou a médica e pesquisadora Eliana Cotta de Faria.
“Os resultados obtidos direcionam a ação para uma abordagem também preventiva. Na medida em que retratamos a realidade das crianças e adolescentes atendidos do HC, nós devemos programar medidas de intervenção nessas faixas etárias para o diagnóstico precoce e correto das suas causas e seu respectivo tratamento. Assim, podemos retardar a progressão da aterosclerose e de suas complicações, principalmente cardiovasculares, além de evitarmos, também, a pancreatite aguda, causada pelo aumento de triglicérides”, explicou Eliana.
De acordo com a docente, algumas dislipidemias têm causas genéticas. Entretanto, a maioria delas são causadas por concentrações alteradas de lipídios e lipoproteínas, partículas que carregam as gorduras circulantes no sangue. As dislipidemias se caracterizam pelo aumento do colesterol e dos triglicérides em algumas dessas lipoproteínas. As lipoproteínas mais conhecidas são a VLDL, LDL e HDL. A VLDL é uma lipoproteína responsável por transportar os triglicérides. A LDL é a principal lipoproteína responsável por transportador o colesterol para os tecidos. Ela é importante para o organismo por ser precursora de hormônios, vitaminas e sais biliares. O colesterol da LDL, na forma natural de sua molécula, não é prejudicial à saúde. Porém, se ele for oxidado pelo organismo ou agentes externos, como as frituras, pode se depositar na parede das artérias, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares. Essa oxidação, ou mudança química da molécula, pode ser induzida também pelo tabagismo, estresse, infecções e pelo consumo de alimentos.
A HDL é a lipoproteína “lixeira”, que retira todo o excesso de colesterol das membranas das células, levando-o ao fígado para excreção. O colesterol é excretado pela bile. Quando a LDL está em excesso, oxida-se e é captada de maneira não controlada por outros receptores não regulados pelo colesterol, acumulando-se progressivamente nas células. O desequilíbrio nesse mecanismo é um dos principais fatores de risco para a aterosclerose.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define aterosclerose como o espessamento das artérias pelo acúmulo de gorduras, carboidratos complexos, componentes do sangue, células e material intercelular. De acordo com a pesquisadora, a aterosclerose começa na vida intra-uterina e se manifesta, clinicamente, por meio de angina, infarto agudo do miocárdio, derrames cerebrais e aneurismas na vida adulta, por volta dos 45 anos nos homens e 55 anos nas mulheres.
“Os fatores de risco para a aterosclerose são inúmeros. As dislipidemias são fatores de importância primordial e, quanto mais cedo se corrigir esta alteração, menor é a progressão da doença”, explicou Eliana. Nas crianças, existem várias causas de dislipidemias. Do ponto de vista das doenças causadoras, as doenças renais, as doenças de fígado, as endócrinas como a obesidade, o diabete mellitus e o hipotireoidismo, além de várias de origem genética, são as principais.
Do ponto de vista do estilo de vida contemporâneo, o estresse emocional, o sedentarismo e a alimentação inadequada são fatores que contribuem para o aumento da prevalência da obesidade e sobrepeso, que ocasionam doenças relacionadas às dislipidemias. Na opinião de Eliana, o medo da violência, o excesso de jogos de computador, as dietas de fast-food e as dietas ricas em gordura saturada, açúcar e frituras são altamente perniciosas para os lípides sanguíneos e parecerem contribuir com essa realidade. “Se a família tem um padrão pouco saudável de alimentação, as crianças irão seguir este modelo”, explica Eliana.
No caso dos adolescentes, o tabagismo, o uso de anticoncepcionais e a gravidez são outros fatores que, associados aos anteriores, contribuem para o desenvolvimento de dislipidemias.
Um caso raro no mundo
A equipe multidisciplinar que compõe o Ambulatório de Dislipidemia do HC atende casos graves da doença. Um dos casos atendidos e acompanhados até hoje é o de um menino com 12 anos. Ele nasceu com uma deficiência enzimática da lipoproteína lipase (LPL) que é uma enzima chave no catabolismo das lipoproteínas. Ela atua, principalmente, no tecido adiposo e muscular. A incidência da doença é estimada em um para cada milhão de recém-nascidos. O caso da criança é raro no mundo. Ele é o 16º paciente pesquisado.
Aos 6 meses de idade, o garoto apresentava triglicerídeos no sangue iguais a 726mg/dL. O fígado e o baço eram volumosos. O diagnóstico médico inicial foi de virose. Até que, numa crise de dor abdominal, o menino foi encaminhado para o HC da Unicamp. O diagnóstico e tratamento dietético foram feitos no Ambulatório de Dislipidemias. Ele foi acompanhado, também, na Gastropediatria e na Cardiologia.
“Hoje, a doença é controlada, desde que ele siga as recomendações dietéticas. Caso contrário, ele pode vir a apresentar pancreatite aguda ou epididimite, tais como complicações do aumento de triglicérides”, disse Roseli, a mãe do paciente.
Apesar de várias pesquisas mundiais, principalmente no Canadá, não há medicamento para esta dislipidemia. O único tratamento é dietético. Para ajudar na dieta de filho, de um ano e meio para cá, Roseli começou a cursar uma faculdade de Nutrição. Ela mudou o cardápio retirando a gordura, os carboidratos simples e o açúcar. No lugar, introduziu arroz integral e alimentos ricos em fibras. “O carboidrato também faz subir os triglicérides”, disse Roseli, com voz de especialista.
Para quem chegou até 6.000mg/dL de triglicerídeos no sangue, o menino tem uma vida normal. Ele é escoteiro, medalha de bronze no Campeonato Paulista de judô, excelente aluno e sabe o que pode e o que não pode comer. “Quando ele ultrapassa a cota de gordura e carboidratos ingeridos no dia, é crise na certa”, comentou a mãe.
Numa dessas crises, a equipe do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp fez com o paciente um teste terapêutico em regime de internação hospitalar de curta duração para controle absoluto da sua dieta. Os pesquisadores ofereceram clara de ovo como fonte de proteínas da dieta. Os triglicérides de V. reduziram-se para 300mg/dL.
“As pancreatites e as epididimites de repetição do garoto são de origem genética. Ele tem que fazer um rigoroso controle alimentar continuado até o surgimento de um tratamento que supra essa grave deficiência enzimática”, comentou Eliana, que acaba de diagnosticar dois novos casos menos graves de LPL no ambulatório.
O grupo de pesquisadores do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp foi o primeiro a descrever, em crianças, o aparecimento da epididimite aguda na deficiência de LPL. Este trabalho foi, recentemente, submetido à publicação no Journal of Clinical Lipidology.
Serviço do HC prescrevedieta e elabora cardápios
As crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Dislipidemias do HC vêm, geralmente, encaminhados dos postos de saúde de Campinas, de centros de saúde de cidades vizinhas e do próprio HC, já com suspeita ou o diagnóstico de dislipidemias. Após a realização de uma série de exames, a equipe do ambulatório começa o tratamento. O serviço de nutrição do HC prescreve uma dieta individualizada e elabora cardápios para as crianças e adolescentes. Essa dieta é baseada em frutas, legumes, alimentos ricos em fibras, restrita em gordura de origem animal, colesterol e gordura saturada de carne vermelha e leite gordo. As crianças, em geral, usam leite de soja. As mães aprendem, por exemplo, a preparar bolos e biscoitos a base de soja. Em alguns casos de maior restrição, a suplementação vitamínica é oferecida.
É recomendado, no mínimo, 30 minutos de atividade física diária ou pelo menos três vezes por semana. Se o paciente for tabagista, é solicitada a interrupção do fumo. Não são preconizadas drogas redutoras dos lipídeos (hipolipemiantes) para as crianças, exceto em casos muito graves. Mesmo em adolescentes, somente são utilizadas medicações numa situação em que não há nenhuma resposta ao tratamento de mudanças de estilo de vida.
“Caminhando nessa linha de investigação, nós delineamos o perfil de risco para as crianças e adolescentes antes do tratamento. Quando incluímos o exercício físico e a dieta, nós estamos acrescentando fatores de risco negativo ao perfil de lípides destes pacientes. Essa é uma população que merece muito carinho e um muito cuidado para a prevenção da doença”, explicou Eliana.
Após oito anos atendendo crianças e adolescentes, os pesquisadores notaram que as famílias, ao receberem o diagnóstico da doença, têm reações diversas. Se a família é muito humilde, ela se conforma mais. Se a família tem expectativas maiores para a criança, o impacto é muito maior. Não são raras as famílias cujos membros entram em pânico.
“Por mais que se explique à família que são situações tratáveis, raramente letais, que com cuidados se controlam ou dependendo da causa se curam, o problema maior que encontramos é o da família não conseguir fazer o tratamento: umas por dificuldades socioeconômicas, outras por descaso ou problemas pessoais. Colocar uma criança e um adolescente em dieta não é fácil. Para dar certo, a família inteira tem que se comprometer”, explicou Eliana. Créditos:EDIMILSON MONTALTI
O estudo encontrou altos índices de colesterol e triglicérides nas crianças e adolescentes. Os dados surpreenderam até mesmo os pesquisadores. Inéditos nessa faixa etária da população brasileira, eles compõem o trabalho “Lípides e lipoproteínas séricos em crianças e adolescentes ambulatoriais de um hospital universitário público”, publicado recentemente na Revista Paulista de Pediatria.
De acordo com a literatura mundial e brasileira especializadas, o colesterol em crianças e adolescentes deve ser inferior à 170mg/dL e os triglicérides menores que 100 mg/dL. Para as análises estatísticas do perfil lipídico dessa faixa etária, os pesquisadores da Unicamp adotaram valores de corte internacionais, nacionais e os recomendados pelo médico e pesquisador norte-americano Kwiterovich, estudioso das dislipidemias na infância. Os resultados encontrados pelos pesquisadores do
Ambulatório de Dislipidemias do HC nas medidas analisadas de lipoproteínas do LDL-colesterol (considerado “ruim”) do HDL-colesterol (tido como “bom”) e dos triglicérides foram muito alterados, tanto em meninas quanto em meninos.
Das crianças entre 2 e 9 anos, 44% apresentaram valores alterados para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 56% para os triglicérides. Entre os adolescentes de 10 e 19 anos, 44% apresentaram alterações para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 50% para os triglicérides. A pesquisa também indicou que houve uma redução de HDL-colesterol em 44% das crianças e em 49% dos adolescentes.
Outros dados analisados neste estudo indicaram que aproximadamente 34% das crianças e adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipertrigliceridemia; 15% das crianças e 20% dos adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipoalfalipoproteinemia (diminuição do HDL-colesterol); e, na média, 30% tinham hipertrigliceridemia combinada com hipoalfalipoproteinemia.
Segundo a pesquisadora, no Brasil, até o momento, não há estudos com uma grande amostra de crianças e adolescentes ambulatoriais. Houve interesse em explorar os indivíduos atendidos no Hospital de Clínicas da Unicamp por ele abranger uma região com cerca de cinco milhões de pessoas. “Os dados encontrados, portanto, refletem a situação da população desta região do país”, explicou a médica e pesquisadora Eliana Cotta de Faria.
“Os resultados obtidos direcionam a ação para uma abordagem também preventiva. Na medida em que retratamos a realidade das crianças e adolescentes atendidos do HC, nós devemos programar medidas de intervenção nessas faixas etárias para o diagnóstico precoce e correto das suas causas e seu respectivo tratamento. Assim, podemos retardar a progressão da aterosclerose e de suas complicações, principalmente cardiovasculares, além de evitarmos, também, a pancreatite aguda, causada pelo aumento de triglicérides”, explicou Eliana.
De acordo com a docente, algumas dislipidemias têm causas genéticas. Entretanto, a maioria delas são causadas por concentrações alteradas de lipídios e lipoproteínas, partículas que carregam as gorduras circulantes no sangue. As dislipidemias se caracterizam pelo aumento do colesterol e dos triglicérides em algumas dessas lipoproteínas. As lipoproteínas mais conhecidas são a VLDL, LDL e HDL. A VLDL é uma lipoproteína responsável por transportar os triglicérides. A LDL é a principal lipoproteína responsável por transportador o colesterol para os tecidos. Ela é importante para o organismo por ser precursora de hormônios, vitaminas e sais biliares. O colesterol da LDL, na forma natural de sua molécula, não é prejudicial à saúde. Porém, se ele for oxidado pelo organismo ou agentes externos, como as frituras, pode se depositar na parede das artérias, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares. Essa oxidação, ou mudança química da molécula, pode ser induzida também pelo tabagismo, estresse, infecções e pelo consumo de alimentos.
A HDL é a lipoproteína “lixeira”, que retira todo o excesso de colesterol das membranas das células, levando-o ao fígado para excreção. O colesterol é excretado pela bile. Quando a LDL está em excesso, oxida-se e é captada de maneira não controlada por outros receptores não regulados pelo colesterol, acumulando-se progressivamente nas células. O desequilíbrio nesse mecanismo é um dos principais fatores de risco para a aterosclerose.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define aterosclerose como o espessamento das artérias pelo acúmulo de gorduras, carboidratos complexos, componentes do sangue, células e material intercelular. De acordo com a pesquisadora, a aterosclerose começa na vida intra-uterina e se manifesta, clinicamente, por meio de angina, infarto agudo do miocárdio, derrames cerebrais e aneurismas na vida adulta, por volta dos 45 anos nos homens e 55 anos nas mulheres.
“Os fatores de risco para a aterosclerose são inúmeros. As dislipidemias são fatores de importância primordial e, quanto mais cedo se corrigir esta alteração, menor é a progressão da doença”, explicou Eliana. Nas crianças, existem várias causas de dislipidemias. Do ponto de vista das doenças causadoras, as doenças renais, as doenças de fígado, as endócrinas como a obesidade, o diabete mellitus e o hipotireoidismo, além de várias de origem genética, são as principais.
Do ponto de vista do estilo de vida contemporâneo, o estresse emocional, o sedentarismo e a alimentação inadequada são fatores que contribuem para o aumento da prevalência da obesidade e sobrepeso, que ocasionam doenças relacionadas às dislipidemias. Na opinião de Eliana, o medo da violência, o excesso de jogos de computador, as dietas de fast-food e as dietas ricas em gordura saturada, açúcar e frituras são altamente perniciosas para os lípides sanguíneos e parecerem contribuir com essa realidade. “Se a família tem um padrão pouco saudável de alimentação, as crianças irão seguir este modelo”, explica Eliana.
No caso dos adolescentes, o tabagismo, o uso de anticoncepcionais e a gravidez são outros fatores que, associados aos anteriores, contribuem para o desenvolvimento de dislipidemias.
Um caso raro no mundo
A equipe multidisciplinar que compõe o Ambulatório de Dislipidemia do HC atende casos graves da doença. Um dos casos atendidos e acompanhados até hoje é o de um menino com 12 anos. Ele nasceu com uma deficiência enzimática da lipoproteína lipase (LPL) que é uma enzima chave no catabolismo das lipoproteínas. Ela atua, principalmente, no tecido adiposo e muscular. A incidência da doença é estimada em um para cada milhão de recém-nascidos. O caso da criança é raro no mundo. Ele é o 16º paciente pesquisado.
Aos 6 meses de idade, o garoto apresentava triglicerídeos no sangue iguais a 726mg/dL. O fígado e o baço eram volumosos. O diagnóstico médico inicial foi de virose. Até que, numa crise de dor abdominal, o menino foi encaminhado para o HC da Unicamp. O diagnóstico e tratamento dietético foram feitos no Ambulatório de Dislipidemias. Ele foi acompanhado, também, na Gastropediatria e na Cardiologia.
“Hoje, a doença é controlada, desde que ele siga as recomendações dietéticas. Caso contrário, ele pode vir a apresentar pancreatite aguda ou epididimite, tais como complicações do aumento de triglicérides”, disse Roseli, a mãe do paciente.
Apesar de várias pesquisas mundiais, principalmente no Canadá, não há medicamento para esta dislipidemia. O único tratamento é dietético. Para ajudar na dieta de filho, de um ano e meio para cá, Roseli começou a cursar uma faculdade de Nutrição. Ela mudou o cardápio retirando a gordura, os carboidratos simples e o açúcar. No lugar, introduziu arroz integral e alimentos ricos em fibras. “O carboidrato também faz subir os triglicérides”, disse Roseli, com voz de especialista.
Para quem chegou até 6.000mg/dL de triglicerídeos no sangue, o menino tem uma vida normal. Ele é escoteiro, medalha de bronze no Campeonato Paulista de judô, excelente aluno e sabe o que pode e o que não pode comer. “Quando ele ultrapassa a cota de gordura e carboidratos ingeridos no dia, é crise na certa”, comentou a mãe.
Numa dessas crises, a equipe do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp fez com o paciente um teste terapêutico em regime de internação hospitalar de curta duração para controle absoluto da sua dieta. Os pesquisadores ofereceram clara de ovo como fonte de proteínas da dieta. Os triglicérides de V. reduziram-se para 300mg/dL.
“As pancreatites e as epididimites de repetição do garoto são de origem genética. Ele tem que fazer um rigoroso controle alimentar continuado até o surgimento de um tratamento que supra essa grave deficiência enzimática”, comentou Eliana, que acaba de diagnosticar dois novos casos menos graves de LPL no ambulatório.
O grupo de pesquisadores do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp foi o primeiro a descrever, em crianças, o aparecimento da epididimite aguda na deficiência de LPL. Este trabalho foi, recentemente, submetido à publicação no Journal of Clinical Lipidology.
Serviço do HC prescrevedieta e elabora cardápios
As crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Dislipidemias do HC vêm, geralmente, encaminhados dos postos de saúde de Campinas, de centros de saúde de cidades vizinhas e do próprio HC, já com suspeita ou o diagnóstico de dislipidemias. Após a realização de uma série de exames, a equipe do ambulatório começa o tratamento. O serviço de nutrição do HC prescreve uma dieta individualizada e elabora cardápios para as crianças e adolescentes. Essa dieta é baseada em frutas, legumes, alimentos ricos em fibras, restrita em gordura de origem animal, colesterol e gordura saturada de carne vermelha e leite gordo. As crianças, em geral, usam leite de soja. As mães aprendem, por exemplo, a preparar bolos e biscoitos a base de soja. Em alguns casos de maior restrição, a suplementação vitamínica é oferecida.
É recomendado, no mínimo, 30 minutos de atividade física diária ou pelo menos três vezes por semana. Se o paciente for tabagista, é solicitada a interrupção do fumo. Não são preconizadas drogas redutoras dos lipídeos (hipolipemiantes) para as crianças, exceto em casos muito graves. Mesmo em adolescentes, somente são utilizadas medicações numa situação em que não há nenhuma resposta ao tratamento de mudanças de estilo de vida.
“Caminhando nessa linha de investigação, nós delineamos o perfil de risco para as crianças e adolescentes antes do tratamento. Quando incluímos o exercício físico e a dieta, nós estamos acrescentando fatores de risco negativo ao perfil de lípides destes pacientes. Essa é uma população que merece muito carinho e um muito cuidado para a prevenção da doença”, explicou Eliana.
Após oito anos atendendo crianças e adolescentes, os pesquisadores notaram que as famílias, ao receberem o diagnóstico da doença, têm reações diversas. Se a família é muito humilde, ela se conforma mais. Se a família tem expectativas maiores para a criança, o impacto é muito maior. Não são raras as famílias cujos membros entram em pânico.
“Por mais que se explique à família que são situações tratáveis, raramente letais, que com cuidados se controlam ou dependendo da causa se curam, o problema maior que encontramos é o da família não conseguir fazer o tratamento: umas por dificuldades socioeconômicas, outras por descaso ou problemas pessoais. Colocar uma criança e um adolescente em dieta não é fácil. Para dar certo, a família inteira tem que se comprometer”, explicou Eliana. Créditos:EDIMILSON MONTALTI
CONSELHO DA RMC APÓIA PROPOSTA DE HOSPITAL DE EMERGÊNCIA DO HC DA UNICAMP
O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) aprovou nesta terça-feira (21/10), durante a 84ª reunião ordinária realizada em Hortolândia, o apoio integral à construção de um Hospital de Emergência do HC da Unicamp. A votação da proposta se deu após a apresentação do projeto aos prefeitos e membros do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, realizada pelo superintendente do HC, Luiz Carlos Zeferino com apoio do coordenador da Unidade de Urgência (UER) José Benedito Bortoto e da assessora Sueli Rangel.
O projeto da nova unidade do HC abriu a 84ª reunião ordinária, que ainda discutiu outros temas como a apresentação da EMTU sobre o plano operacional de circulação e tarifário do Corredor Metropolitano e a deliberação sobre a inclusão da Secretaria de Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo no Conselho de Desenvolvimento da RMC. Presidida pelo prefeito de Itatiba, José Fumach, a deliberação sobre a proposta do HC da Unicamp agora seguirá para Brasília como uma das demandas apoiada por todos os 19 municípios da RMC.
Para o anfitrião da 84ª reunião ordinária da RMC, prefeito Angelo Perugini, a proposta vem de encontro a uma das principais demandas da região: leitos de alta complexidade. “Todos nós conhecemos a importância do HC da Unicamp para a RMC e o Estado, e a proposta terá nosso total apoio para emendas de bancada em Brasília, já que os recursos não são volumosos mas em contrapartida os benefícios são imensos”, destacou Perugini. Já o prefeito Rodrigo Santos, de Monte Mor, acredita na viabilização do projeto. “Rotineiramente vivemos a dificuldade de conseguir leitos para casos graves através da Central de Vagas da DRS 7. O projeto é bem vindo e vamos apoiá-lo”, enfatizou Santos.
De acordo com Luiz Carlos Zeferino, inicialmente foi decidido construir apenas uma nova unidade para o atendimento de emergência, sem estrutura de internação. “Rapidamente identificamos que os principais problemas não seriam resolvidos como o baixo número de leitos clínico-cirúrgicos e de terapia intensiva”, explicou. Com o planejamento redimensionado, diz Zeferino, optou-se por implantar um hospital que funcionará como uma Unidade de Emergência Referenciada, com altíssima resolubilidade, com cinco pavimentos, integrado funcionalmente ao Hospital de Clínicas, totalizando cerca 7.400m2.
A nova unidade já dispõem dos recursos aprovados no Ministério da Saúde para a fase 1 do projeto que somam R$ 6 milhões. A outra etapa está orçada em R$ 7milhões. Serão necessários ainda cerca de 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. “Hoje é sabido que o número total de leitos de terapia intensiva é claramente insuficiente para atender a necessidade assistencial do HC. Como conseqüência há restrição no número de cirurgias de grande porte, por falta de leitos de Terapia Intensiva-UTI”, detalhou Zeferino aos membros do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas.
Ainda segundo Zeferino a nova unidade terá um forte impacto nas demandas de emergência para o SUS da região com destaque para a ampliação dos atendimentos de pacientes politraumatizados; pacientes com infarto do miocárdio; pacientes com acidente vascular cerebral (AVC); intoxicação exógenas de qualquer natureza; acidentes causados por animais peçonhentos e ampliação da humanização da assistência eliminando a manutenção de pacientes em macas.
O novo projeto completo contará com cerca de 140 vagas de observação clínica adulto e infantil, internação clínica e terapia intensiva. “A conclusão do projeto vai impactar no aumento de inúmeros procedimentos no HC como os transplantes, as cirurgias oncológicas, as cirurgias cardíacas e vasculares, as neurocirurgias, com destaque para tratamento de epilepsia, as cirurgias ortopédicas, as cirurgias bariátricas entre outras”, concluiu Zeferino em sua apresentação.
A RMC foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 870, de 19 de Junho de 2000, sendo constituída pelo agrupamento dos seguintes 19 municípios: Americana, Arthur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. Possui uma área de 3.673 Km2 e uma população de 2.620.909 habitantes. Créditos: Caius LuciliusAssessoria de Imprensa do HC UNICAMP
O projeto da nova unidade do HC abriu a 84ª reunião ordinária, que ainda discutiu outros temas como a apresentação da EMTU sobre o plano operacional de circulação e tarifário do Corredor Metropolitano e a deliberação sobre a inclusão da Secretaria de Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo no Conselho de Desenvolvimento da RMC. Presidida pelo prefeito de Itatiba, José Fumach, a deliberação sobre a proposta do HC da Unicamp agora seguirá para Brasília como uma das demandas apoiada por todos os 19 municípios da RMC.
Para o anfitrião da 84ª reunião ordinária da RMC, prefeito Angelo Perugini, a proposta vem de encontro a uma das principais demandas da região: leitos de alta complexidade. “Todos nós conhecemos a importância do HC da Unicamp para a RMC e o Estado, e a proposta terá nosso total apoio para emendas de bancada em Brasília, já que os recursos não são volumosos mas em contrapartida os benefícios são imensos”, destacou Perugini. Já o prefeito Rodrigo Santos, de Monte Mor, acredita na viabilização do projeto. “Rotineiramente vivemos a dificuldade de conseguir leitos para casos graves através da Central de Vagas da DRS 7. O projeto é bem vindo e vamos apoiá-lo”, enfatizou Santos.
De acordo com Luiz Carlos Zeferino, inicialmente foi decidido construir apenas uma nova unidade para o atendimento de emergência, sem estrutura de internação. “Rapidamente identificamos que os principais problemas não seriam resolvidos como o baixo número de leitos clínico-cirúrgicos e de terapia intensiva”, explicou. Com o planejamento redimensionado, diz Zeferino, optou-se por implantar um hospital que funcionará como uma Unidade de Emergência Referenciada, com altíssima resolubilidade, com cinco pavimentos, integrado funcionalmente ao Hospital de Clínicas, totalizando cerca 7.400m2.
A nova unidade já dispõem dos recursos aprovados no Ministério da Saúde para a fase 1 do projeto que somam R$ 6 milhões. A outra etapa está orçada em R$ 7milhões. Serão necessários ainda cerca de 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. “Hoje é sabido que o número total de leitos de terapia intensiva é claramente insuficiente para atender a necessidade assistencial do HC. Como conseqüência há restrição no número de cirurgias de grande porte, por falta de leitos de Terapia Intensiva-UTI”, detalhou Zeferino aos membros do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas.
Ainda segundo Zeferino a nova unidade terá um forte impacto nas demandas de emergência para o SUS da região com destaque para a ampliação dos atendimentos de pacientes politraumatizados; pacientes com infarto do miocárdio; pacientes com acidente vascular cerebral (AVC); intoxicação exógenas de qualquer natureza; acidentes causados por animais peçonhentos e ampliação da humanização da assistência eliminando a manutenção de pacientes em macas.
O novo projeto completo contará com cerca de 140 vagas de observação clínica adulto e infantil, internação clínica e terapia intensiva. “A conclusão do projeto vai impactar no aumento de inúmeros procedimentos no HC como os transplantes, as cirurgias oncológicas, as cirurgias cardíacas e vasculares, as neurocirurgias, com destaque para tratamento de epilepsia, as cirurgias ortopédicas, as cirurgias bariátricas entre outras”, concluiu Zeferino em sua apresentação.
A RMC foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 870, de 19 de Junho de 2000, sendo constituída pelo agrupamento dos seguintes 19 municípios: Americana, Arthur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. Possui uma área de 3.673 Km2 e uma população de 2.620.909 habitantes. Créditos: Caius LuciliusAssessoria de Imprensa do HC UNICAMP
Exposição dos 101 anos do Souza Aguiar é destaque no Hospital Business 2008
Fotos, documentos e equipamentos da década de 50 podem ser vistos até quinta-feira, no Rio de Janeiro .
Considerado a maior emergência da América Latina e um dos principais hospitais gerais públicos do país, o Souza Aguiar está comemorando 101 anos de fundação e, para celebrar a data, a direção da unidade preparou uma exposição de fotos, documentos e equipamentos utilizados na assistência de pacientes na década de 50. Parte do rico acervo do hospital pode ser vista até o dia 16 de outubro (quinta-feira), no Centro de Convenções Sul América, durante a 15ª edição do Hospital Business, principal evento do setor médico-hospitalar no estado, das 12h às 20h. A entrada é gratuita.
Estão expostas peças que vão desde instrumental para aferir a acuidade visual até um quadro com corpos estranhos deglutidos ou aspirados (moedas, escudos de times, próteses dentárias etc), retirados de pacientes pelo Serviço de Otorrinolaringologia. Também estarão disponíveis, em forma de painéis, dados atuais da unidade, como número de leitos de internação (clínica e cirúrgica) e terapia intensiva, total de funcionários por categoria funcional, quantidade de internações/mês, número de cirurgias/mês, total de pacientes atendidos/dia etc.
A mostra apresenta ainda imagens dos espaços internos da unidade, bem como os investimentos que foram feitos este ano em incorporação tecnológica e obras de reforma e adequação já concluídas ou em fase de finalização para atender à grande demanda de pacientes, assim como a nova emergência, inaugurada em novembro/2007, quando o hospital completou um século de existência. Os serviços clínicos e cirúrgicos do HMSA também participam do evento, por meio de trabalhos realizados no hospital e apresentados em diversos congressos.
Estão programadas ainda três palestras: “Gestão do Hospital Municipal Souza Aguiar”, “Trauma - Histórico do HMSA” e “Atuação do Enfermeiro na porta de entrada do HMSA”, a serem proferidas, respectivamente, pelo diretor-geral, Josué Kardec; pelo diretor do Departamento de Clínicas Cirúrgicas, José Alfredo Cavalcante Padilha, e pela diretora do Serviço de Enfermagem, Mônica Ouverney.
Perfil do Hospital Business - Em sua 15ª edição consecutiva, sempre no Rio de Janeiro, o Hospital Business é o segundo maior evento do segmento médico-hospitalar no País e alia um congresso científico focado na área de gestão a uma feira de produtos, serviços, equipamentos e tecnologia para estabelecimentos de saúde. Com o tema central ‘Segurança na Assistência à Saúde’, o evento espera atrair 10 mil pessoas durante os três dias.
Paralela à programação científica, a feira de produtos, serviços, equipamentos e tecnologia ocupará dois mil metros quadrados de área, com cerca de 150 expositores de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, que apresentarão as últimas tendências e lançamentos para o setor.
A programação do Hospital Business é direcionada a proprietários e gestores de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde; gerentes de compras hospitalares; além de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, estudantes e dirigentes de entidades de classe e órgãos públicos ligados à área de Saúde. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 1,5 mil participantes nas palestras, seminários, debates, jornadas e workshops.
O Hospital Business 2008 é realizado pela Associação de Hospitais e Clínicas do Rio de Janeiro (AHCRJ), Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (FEHERJ) e Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (SINDHERJ). O evento tem patrocínio da Amil e conta com apoio da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Hemorio, Hospital Souza Aguiar, Abramge - RJ/ES, AHERJ, ABAH e Sindilapac.
Considerado a maior emergência da América Latina e um dos principais hospitais gerais públicos do país, o Souza Aguiar está comemorando 101 anos de fundação e, para celebrar a data, a direção da unidade preparou uma exposição de fotos, documentos e equipamentos utilizados na assistência de pacientes na década de 50. Parte do rico acervo do hospital pode ser vista até o dia 16 de outubro (quinta-feira), no Centro de Convenções Sul América, durante a 15ª edição do Hospital Business, principal evento do setor médico-hospitalar no estado, das 12h às 20h. A entrada é gratuita.
Estão expostas peças que vão desde instrumental para aferir a acuidade visual até um quadro com corpos estranhos deglutidos ou aspirados (moedas, escudos de times, próteses dentárias etc), retirados de pacientes pelo Serviço de Otorrinolaringologia. Também estarão disponíveis, em forma de painéis, dados atuais da unidade, como número de leitos de internação (clínica e cirúrgica) e terapia intensiva, total de funcionários por categoria funcional, quantidade de internações/mês, número de cirurgias/mês, total de pacientes atendidos/dia etc.
A mostra apresenta ainda imagens dos espaços internos da unidade, bem como os investimentos que foram feitos este ano em incorporação tecnológica e obras de reforma e adequação já concluídas ou em fase de finalização para atender à grande demanda de pacientes, assim como a nova emergência, inaugurada em novembro/2007, quando o hospital completou um século de existência. Os serviços clínicos e cirúrgicos do HMSA também participam do evento, por meio de trabalhos realizados no hospital e apresentados em diversos congressos.
Estão programadas ainda três palestras: “Gestão do Hospital Municipal Souza Aguiar”, “Trauma - Histórico do HMSA” e “Atuação do Enfermeiro na porta de entrada do HMSA”, a serem proferidas, respectivamente, pelo diretor-geral, Josué Kardec; pelo diretor do Departamento de Clínicas Cirúrgicas, José Alfredo Cavalcante Padilha, e pela diretora do Serviço de Enfermagem, Mônica Ouverney.
Perfil do Hospital Business - Em sua 15ª edição consecutiva, sempre no Rio de Janeiro, o Hospital Business é o segundo maior evento do segmento médico-hospitalar no País e alia um congresso científico focado na área de gestão a uma feira de produtos, serviços, equipamentos e tecnologia para estabelecimentos de saúde. Com o tema central ‘Segurança na Assistência à Saúde’, o evento espera atrair 10 mil pessoas durante os três dias.
Paralela à programação científica, a feira de produtos, serviços, equipamentos e tecnologia ocupará dois mil metros quadrados de área, com cerca de 150 expositores de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, que apresentarão as últimas tendências e lançamentos para o setor.
A programação do Hospital Business é direcionada a proprietários e gestores de hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos de saúde; gerentes de compras hospitalares; além de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, estudantes e dirigentes de entidades de classe e órgãos públicos ligados à área de Saúde. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 1,5 mil participantes nas palestras, seminários, debates, jornadas e workshops.
O Hospital Business 2008 é realizado pela Associação de Hospitais e Clínicas do Rio de Janeiro (AHCRJ), Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (FEHERJ) e Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (SINDHERJ). O evento tem patrocínio da Amil e conta com apoio da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Hemorio, Hospital Souza Aguiar, Abramge - RJ/ES, AHERJ, ABAH e Sindilapac.
Rede de pesquisa celular vai ampliar conhecimento sobre células-tronco
Os pesquisadores brasileiros que estudam células-tronco e os pacientes que aguardam os resultados dessas pesquisas como esperança de cura para doenças ganharão ainda este ano um aliado para o desenvolvimento e a ampliação dos estudos dessa área. Os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia devem lançar ainda este mês os primeiros editais para criação da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC). A idéia é reunir os melhores núcleos de pesquisa da área para fomentar o desenvolvimento de alternativas para as doenças que mais atingem os brasileiros e que têm perspectiva de tratamento por meio de terapia celular, como as cardiopatias, por exemplo. Além disso, a rede deve possibilitar que o país passe da fase de estudos pré-clínicos – com modelos animais – para a aplicação médica das células-tronco em pacientes.
O anúncio, feito por representantes do Ministério da Saúde, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), “é muito positivo” na avaliação da geneticista e pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz.
“A iniciativa é muito importante, os grupos interagirem vai ser um ganho para todos nós. E é uma prática que a gente precisa melhorar; no exterior há uma interação muito grande entre os grupos. É uma série de competências que se somarem a gente só tem a ganhar”, apontou.
A previsão inicial de investimentos na rede é R$ 22 milhões, divididos em dois editais de financiamento: um para pesquisa e outro para infra-estrutura.
De acordo com a professora Ângela Luso, coordenadora do banco de sangue de cordão umbilical da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atualmente, há pelo menos cinco grupos de cientistas e médicos brasileiros com resultados avançados na pesquisa com células-tronco em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Rio Grande do Sul.
A expectativa das pesquisadoras é que a criação da rede possa ajudar a superar dois gargalos da pesquisa com células-tronco no Brasil: o baixo suporte financeiro e a dificuldade de importar material para experimentações e testes.
Fonte: Agência Brasil
O anúncio, feito por representantes do Ministério da Saúde, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), “é muito positivo” na avaliação da geneticista e pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz.
“A iniciativa é muito importante, os grupos interagirem vai ser um ganho para todos nós. E é uma prática que a gente precisa melhorar; no exterior há uma interação muito grande entre os grupos. É uma série de competências que se somarem a gente só tem a ganhar”, apontou.
A previsão inicial de investimentos na rede é R$ 22 milhões, divididos em dois editais de financiamento: um para pesquisa e outro para infra-estrutura.
De acordo com a professora Ângela Luso, coordenadora do banco de sangue de cordão umbilical da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atualmente, há pelo menos cinco grupos de cientistas e médicos brasileiros com resultados avançados na pesquisa com células-tronco em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Rio Grande do Sul.
A expectativa das pesquisadoras é que a criação da rede possa ajudar a superar dois gargalos da pesquisa com células-tronco no Brasil: o baixo suporte financeiro e a dificuldade de importar material para experimentações e testes.
Fonte: Agência Brasil
Impacto ambiental é imediato na saúde
CAMPINAS (SP) - Reduzir o impacto das mudanças climáticas e degradação do meio ambiente já figura entre as preocupações do governo e da própria população. Mas o tema ainda é tratado como um problema do futuro. Visão contestada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Nelson da Cruz Gouveia. Na sua opinião, as conseqüências são imediatas, sobretudo na saúde. “Já é para a minha geração, não é só a longo prazo”, alerta.
O modelo de produção hoje adotado pela maioria dos países e que resulta em mudanças climáticas é responsável por diversas entradas em hospitais públicos. Um levantamento feito em sete capitais brasileiras mostrou que cerca de 5% das internações por doenças respiratórias devem-se exclusivamente a poluição. “Essa é a causa de alterações fisiológicas nos pulmões que podem levar a doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão”, explica Gouveia.
Ele falou sobre o assunto na tarde de segunda-feira, 14 de julho, durante simpósio na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro é realizado na Universidade de Campinas (Unicamp) e segue até sexta-feira, dia 18. Segundo Gouveia, a mudança climática é difundida muito com base em desastres ambientais. No entanto, o impacto das queimadas – responsáveis em 76% pela emissão de CO² no Brasil – é mais imediato na saúde do que no efeito estufa, pois as fuligens atingem o sistema respiratório rapidamente.
PADRÃO DE CONSUMO - Apesar da gravidade dessas análises, as questões relacionadas à saúde não são levadas em consideração nas políticas de setores estratégicos para a mitigação. “Precisamos trazer a saúde um pouco mais para a formulação dessas políticas. Nas equações de custo das termelétricas não é colocado na conta o impacto do ponto de vista de produção de doenças”, reclama. Estima-se que o custo de cada internação por problemas respiratórios é de US$ 855,00.
“As políticas hoje precisam ser transversais. Não tem como pensar a saúde isoladamente”, reforça a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, que também participa do encontro. Ela critica o modelo de produção, insustentável, e a falta de medidas que ajudem a frear o consumismo. “É possível reduzir o consumo atual de energia em 30% e aumentar a produção em 20% para potencializar antigas usinas hidrelétricas”, informa. “Não vejo outra saída, senão uma profunda revisão do padrão de consumo e produção”, reitera.
Fonte: UnB Agência
O modelo de produção hoje adotado pela maioria dos países e que resulta em mudanças climáticas é responsável por diversas entradas em hospitais públicos. Um levantamento feito em sete capitais brasileiras mostrou que cerca de 5% das internações por doenças respiratórias devem-se exclusivamente a poluição. “Essa é a causa de alterações fisiológicas nos pulmões que podem levar a doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão”, explica Gouveia.
Ele falou sobre o assunto na tarde de segunda-feira, 14 de julho, durante simpósio na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro é realizado na Universidade de Campinas (Unicamp) e segue até sexta-feira, dia 18. Segundo Gouveia, a mudança climática é difundida muito com base em desastres ambientais. No entanto, o impacto das queimadas – responsáveis em 76% pela emissão de CO² no Brasil – é mais imediato na saúde do que no efeito estufa, pois as fuligens atingem o sistema respiratório rapidamente.
PADRÃO DE CONSUMO - Apesar da gravidade dessas análises, as questões relacionadas à saúde não são levadas em consideração nas políticas de setores estratégicos para a mitigação. “Precisamos trazer a saúde um pouco mais para a formulação dessas políticas. Nas equações de custo das termelétricas não é colocado na conta o impacto do ponto de vista de produção de doenças”, reclama. Estima-se que o custo de cada internação por problemas respiratórios é de US$ 855,00.
“As políticas hoje precisam ser transversais. Não tem como pensar a saúde isoladamente”, reforça a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, que também participa do encontro. Ela critica o modelo de produção, insustentável, e a falta de medidas que ajudem a frear o consumismo. “É possível reduzir o consumo atual de energia em 30% e aumentar a produção em 20% para potencializar antigas usinas hidrelétricas”, informa. “Não vejo outra saída, senão uma profunda revisão do padrão de consumo e produção”, reitera.
Fonte: UnB Agência
Novos residentes em enfermagem e fisioterapia iniciam atividades
O Hospital Municipal Dr. Mário Gatti iniciou na manhã desta segunda-feira a nova residência multiprofissional em fisioterapia e enfermagem. Os doze aprovados – seis fisioterapeutas e seis enfermeiros – participaram de uma oficina de acolhimento, que contou com a participação de coordenadores e gerentes de diversas áreas do hospital. O primeiro contato com os novos residentes foi feito pelo diretor técnico e presidente em exercício do hospital, Dr. Salvador Pinheiro. Ele destacou a importância da residência multiprofissional, algo inédito em todo o Brasil. “Vocês são muito bem-vindos ao Hospital Mário Gatti. Essa é a primeira residência multiprofissional que é realizada no Brasil e isso é algo importante para todos nós. Nosso foco é o usuário e o trabalho em conjunto é importante para o nosso sucesso”, disse. A questão da humanização do serviço, chamado de generalista (que não vê o paciente de forma isolada, mas sim em um contexto), também foi enfatizada. Integrante da comissão organizadora, Renata Gigante, expôs sobre a idéia de formar profissionais capacitados não somente tecnicamente, mas também capazes de trabalhar com atenção integral ao usuário. “Essa era a nossa busca quando idealizamos a residência multiprofissional e por isso que escolhemos vocês”, comentou. Renata fez questão de agradecer a todos do hospital pela colaboração constante no processo de idealização do projeto, aperfeiçoamento e divulgação da residência. “É um sonho que trabalhamos juntos e agora se tornou realidade. Hoje, 1º de setembro, começa mais uma etapa desse processo, que teve a ajuda de todos para se tornar possível”, afirmou. A representante da Prefeitura Municipal de Campinas, Elisabeth Lelo elogiou a iniciativa do hospital. “Todas as pessoas envolvidas nesse processo estão de parabéns, afinal, não é fácil ser pioneiro em nenhuma situação, quanto mais na área da saúde. O projeto foi muito bem desenvolvido e já é um sucesso. A responsabilidade é grande, mas a recompensa, maior ainda”, elogiou. Após a apresentação inicial, aconteceu uma dinâmica de grupo, para que todos pudessem se conhecer melhor. “A integração é muito importante em um momento como esse. Eles (os residentes) se conhecem melhor e já formam um grupo”, explicou Renata. Com ânimo novo, os residentes, divididos em sete mulheres e cinco homens, aprovaram o primeiro dia no HMMG. “A expectativa do início era muito grande e agora a gente já ficou muito mais solto. Todos nos receberam muito bem e a gente sai daqui como um grupo mesmo, disposto a dar o nosso melhor. Estamos animados para essa nova fase”, contou Karina Jorgello, residente em enfermaria. A residência tem uma carga horária de 60 horas semanais e duração de dois anos. Durante esse período, os residentes vão ganhar uma bolsa auxílio no valor de R$ 2.100,00 e passar por experiências práticas e vivências em unidades básicas de saúde. Além do HMMG, estão envolvidos no processo os Centros de Saúde do Distrito Sul (CS Jd. Paranapanema, CS V. Ipê e CS Figueira), o SAID (Serviço de Atendimento Domiciliar), o Centro de Reabilitação, Centro de Referência do Idoso, a Maternidade de Campinas e o CETS (Centro de Educação do Trabalhador da Saúde).
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