Os pesquisadores brasileiros que estudam células-tronco e os pacientes que aguardam os resultados dessas pesquisas como esperança de cura para doenças ganharão ainda este ano um aliado para o desenvolvimento e a ampliação dos estudos dessa área. Os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia devem lançar ainda este mês os primeiros editais para criação da Rede Nacional de Terapia Celular (RNTC). A idéia é reunir os melhores núcleos de pesquisa da área para fomentar o desenvolvimento de alternativas para as doenças que mais atingem os brasileiros e que têm perspectiva de tratamento por meio de terapia celular, como as cardiopatias, por exemplo. Além disso, a rede deve possibilitar que o país passe da fase de estudos pré-clínicos – com modelos animais – para a aplicação médica das células-tronco em pacientes.
O anúncio, feito por representantes do Ministério da Saúde, durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), “é muito positivo” na avaliação da geneticista e pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz.
“A iniciativa é muito importante, os grupos interagirem vai ser um ganho para todos nós. E é uma prática que a gente precisa melhorar; no exterior há uma interação muito grande entre os grupos. É uma série de competências que se somarem a gente só tem a ganhar”, apontou.
A previsão inicial de investimentos na rede é R$ 22 milhões, divididos em dois editais de financiamento: um para pesquisa e outro para infra-estrutura.
De acordo com a professora Ângela Luso, coordenadora do banco de sangue de cordão umbilical da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), atualmente, há pelo menos cinco grupos de cientistas e médicos brasileiros com resultados avançados na pesquisa com células-tronco em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Rio Grande do Sul.
A expectativa das pesquisadoras é que a criação da rede possa ajudar a superar dois gargalos da pesquisa com células-tronco no Brasil: o baixo suporte financeiro e a dificuldade de importar material para experimentações e testes.
Fonte: Agência Brasil
Mostrando postagens com marcador Sus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sus. Mostrar todas as postagens
Impacto ambiental é imediato na saúde
CAMPINAS (SP) - Reduzir o impacto das mudanças climáticas e degradação do meio ambiente já figura entre as preocupações do governo e da própria população. Mas o tema ainda é tratado como um problema do futuro. Visão contestada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Nelson da Cruz Gouveia. Na sua opinião, as conseqüências são imediatas, sobretudo na saúde. “Já é para a minha geração, não é só a longo prazo”, alerta.
O modelo de produção hoje adotado pela maioria dos países e que resulta em mudanças climáticas é responsável por diversas entradas em hospitais públicos. Um levantamento feito em sete capitais brasileiras mostrou que cerca de 5% das internações por doenças respiratórias devem-se exclusivamente a poluição. “Essa é a causa de alterações fisiológicas nos pulmões que podem levar a doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão”, explica Gouveia.
Ele falou sobre o assunto na tarde de segunda-feira, 14 de julho, durante simpósio na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro é realizado na Universidade de Campinas (Unicamp) e segue até sexta-feira, dia 18. Segundo Gouveia, a mudança climática é difundida muito com base em desastres ambientais. No entanto, o impacto das queimadas – responsáveis em 76% pela emissão de CO² no Brasil – é mais imediato na saúde do que no efeito estufa, pois as fuligens atingem o sistema respiratório rapidamente.
PADRÃO DE CONSUMO - Apesar da gravidade dessas análises, as questões relacionadas à saúde não são levadas em consideração nas políticas de setores estratégicos para a mitigação. “Precisamos trazer a saúde um pouco mais para a formulação dessas políticas. Nas equações de custo das termelétricas não é colocado na conta o impacto do ponto de vista de produção de doenças”, reclama. Estima-se que o custo de cada internação por problemas respiratórios é de US$ 855,00.
“As políticas hoje precisam ser transversais. Não tem como pensar a saúde isoladamente”, reforça a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, que também participa do encontro. Ela critica o modelo de produção, insustentável, e a falta de medidas que ajudem a frear o consumismo. “É possível reduzir o consumo atual de energia em 30% e aumentar a produção em 20% para potencializar antigas usinas hidrelétricas”, informa. “Não vejo outra saída, senão uma profunda revisão do padrão de consumo e produção”, reitera.
Fonte: UnB Agência
O modelo de produção hoje adotado pela maioria dos países e que resulta em mudanças climáticas é responsável por diversas entradas em hospitais públicos. Um levantamento feito em sete capitais brasileiras mostrou que cerca de 5% das internações por doenças respiratórias devem-se exclusivamente a poluição. “Essa é a causa de alterações fisiológicas nos pulmões que podem levar a doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer de pulmão”, explica Gouveia.
Ele falou sobre o assunto na tarde de segunda-feira, 14 de julho, durante simpósio na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O encontro é realizado na Universidade de Campinas (Unicamp) e segue até sexta-feira, dia 18. Segundo Gouveia, a mudança climática é difundida muito com base em desastres ambientais. No entanto, o impacto das queimadas – responsáveis em 76% pela emissão de CO² no Brasil – é mais imediato na saúde do que no efeito estufa, pois as fuligens atingem o sistema respiratório rapidamente.
PADRÃO DE CONSUMO - Apesar da gravidade dessas análises, as questões relacionadas à saúde não são levadas em consideração nas políticas de setores estratégicos para a mitigação. “Precisamos trazer a saúde um pouco mais para a formulação dessas políticas. Nas equações de custo das termelétricas não é colocado na conta o impacto do ponto de vista de produção de doenças”, reclama. Estima-se que o custo de cada internação por problemas respiratórios é de US$ 855,00.
“As políticas hoje precisam ser transversais. Não tem como pensar a saúde isoladamente”, reforça a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Raquel Rigotto, que também participa do encontro. Ela critica o modelo de produção, insustentável, e a falta de medidas que ajudem a frear o consumismo. “É possível reduzir o consumo atual de energia em 30% e aumentar a produção em 20% para potencializar antigas usinas hidrelétricas”, informa. “Não vejo outra saída, senão uma profunda revisão do padrão de consumo e produção”, reitera.
Fonte: UnB Agência
ùltimas notícias: Brasil livre da rubéola
Últimas Notícias
02/09/08 - Rubéola: Saúde amplia acesso com postos de vacinaçãoRubéola: Saúde amplia acesso com postos de vacinação em locais de grande público
01/09/08 - Rubéola: Campinas já vacinou 252 milBalanço parcial indica cobertura de 68% de vacinação contra a doença no município. Índice está acima da média do Estado e do País
29/08/08 - Campinas promove neste sábado nova mobilização contra a rubéolaPostos de vacinação fixos e volantes estarão abertos em todo o município. Objetivo é potencializar a vacinação na reta final da campanha
28/08/08 - Campinas prepara esquema especial para o Dia DCampinas prepara esquema especial para o Dia D contra a Rubéola e para reforçar a acinação contra a pólio, no sábado, 30 de agosto
12/08/08 - Campanha da rubéola supera meta do primeiro diaPara o secretário de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva, o resultado indica a adesão da população e o engajamento de toda comunidade na luta para eliminar a rubéola
11/08/08 - Campinas lança maior campanha de Vacinação no Centro de Saúde AuréliaMeta é vacinar cerca de 70 mil crianças campineiras até 5 anos contra a paralisia infantil e 400 mil homens e mulheres contra a rubéola. Trata-se da maior campanha já realizada em Campinas
06/08/08 - Campinas cria megaestrutura para garantir vacinação de 500 mil pessoasMunicípio imunizará aproximadamente 500 mil pessoas em uma única campanha. No Brasil serão 70 milhões. A Secretaria Municipal de Saúde vai mobilizar 1,7 mil pessoas em todas as regiões da cidade, no sábado, dia do início da campanha
Assinar:
Postagens (Atom)