Muitas vezes o dever de casa torna-se o principal ponto de conflito entre escola e família, professores e alunos, pais e filhos. É inegável a importância deste instrumento para o desenvolvimento do hábito do estudo e da pesquisa, da disciplina intelectual, além de servir como extensão das atividades escolares, cuja carga horária é tão reduzida no Brasil. Mas como fazer para que esta atividade não se torne um pesadelo na vida dos estudantes e da família?Os fatores que levam ao stress em torno das tarefas de casa são muitos: falta de tempo dos pais, dificuldade em impor regras e limites, falta de diálogo com a escola, dificuldades de aprendizagem, inadequação das tarefas, falta de material ou infra-estrutura em casa, etc. Elaborei, então, algumas dicas com base em minha experiência. Desafio pais, professores e estudantes a darem seu depoimento, acrescentarem itens ou modificarem a lista que se segue:
1) Organizar o espaço – É importante que a criança/adolescente tenha um espaço próprio para estudar, com seus materiais, livros, revistas, tesoura, cola, lápis de cor, etc. Se estiver tudo espalhado, faltar material e se a cada dia a tarefa for realizada em um local diferente é mais difícil para o aluno se organizar e criar o hábito. A organização externa ajuda a organização interna! Caso não seja possível um espaço exclusivo para o estudo (como uma escrivaninha ou mesa de estudo), sugiro organizar um “cantinho” onde todo o material fique disponível, de preferência próximo ao local onde o estudante realiza as tarefas (que deve ser uma mesa, nunca a cama ou sofá).
2) Limitar o tempo – As crianças e os adolescentes (muitos adultos também) têm dificuldade em organizar o tempo. Se deixar por conta deles, possivelmente não conseguirão administrar a tv, as brincadeiras, o computador, as atividades extras e o dever de casa. Brigar com eles no final do dia não fará com que no dia seguinte consigam fazê-lo. É preciso aprender a administrar o tempo. Uma boa maneira de fazer isto é estabelecendo um horário para o dever de casa. É importante que este horário tenha início e fim bem definidos, mesmo que nos primeiros dias o aluno não consiga completar as tarefas. Neste caso explique a situação na escola (mas ele deve sofrer as conseqüências). Se o tempo não for limitado pode acontecer de o estudante estender-se muito na tarefa, o que costuma ser classificado como “enrolação”, e na verdade é novamente a dificuldade de organização de tempo. Aos poucos ele conseguirá concluir as tarefas no tempo delimitado. Sugestões de horários de estudo de acordo com as séries escolares: educação infantil e 1º. ano: 15 a 20 minutos; 2º e 3º anos: 30 a 40 minutos; 4º, 5º e 6º anos: 50 a 60 minutos. 7º ano em diante: 1 e 1/2h a 2 horas.
3) Verificar o nível de dificuldade – O dever de casa deve ser uma tarefa dos alunos, não dos pais. Muitos pais, na angústia de perceber a dificuldade de seu filho, ou de ser cobrado pela escola, acabam fazendo as tarefas pelos filhos. Fazer o dever pela criança a torna dependente, insegura (muitos continuam fazendo os trabalhos dos filhos na universidade!) e não a ajuda na escola. Caso os professores não percebam que foram os pais que fizeram, acreditarão que o aluno está entendendo tudo e seguirão adiante. Se um estudante não está conseguindo fazer, sozinho, as atividades, o melhor é procurar o(s) professor(es) e conversar, estabelecer juntos estratégias.
4) Melhorar a comunicação escola/família – É freqüente a queixa das crianças quanto a “maneira” de explicar dos pais e da escola. Os pais aprenderam de outra forma ou não lembram de determinado conteúdo, sem falar que não têm, muita das vezes, didática. – e não são obrigados a ter! Os pais devem acompanhar as tarefas escolares dos filhos, mas quem deve ensinar é a escola. Isto deve ficar bem claro. A escola e a família devem trabalhar em parceria ao invés de jogarem a culpa um em cima do outro. (muitas vezes os pais falam mal da escola na presença dos filhos – geralmente quando estão nervosos, cansados e na hora do.... dever de casa!). A escola, por sua vez, cobra dos pais as tarefas feitas, não levando em conta que os pais nem sempre sabem como fazer. Ao invés de ouvirem, orientarem, apenas cobram, aumentando a sensação de fracasso na educação dos filhos.
5) Verificar o grau de interesse - Pais e professores devem estar atentos ao interesse das crianças/jovens pelas tarefas de casa. É um grande desafio para os professores, mas é possível fazer com que as tarefas sejam mais interessantes, menos repetitivas. Escolher temas atuais, explorar os recursos da mídia, da internet, criar desafios, competições saudáveis, expor os trabalhos, são algumas idéias que podem facilitar esta tarefa. Um outro recurso importante é fazer com que os próprios alunos avaliem as tarefas de casa uns dos outros. A cobrança do grupo é muito mais eficaz que a do adulto. Os pais também podem contribuir para o dever de casa ser interessante na medida em que eles também se interessam, perguntando, elogiando, comentando, contribuindo.
6) Ampliar a oferta de leitura - Hábito de leitura é fundamental para o dever de casa, para o sucesso escolar e futuramente profissional do estudante, mas é difícil desenvolver o hábito se a própria família não lê. Os pais ensinam mais através dos atos do que das palavras. Verificar em casa como anda o hábito de leitura pode ajudar o estudante nas tarefas de casa. Assinar um jornal, uma revista, ir à livraria, à biblioteca... Vale tudo: gibi, filme com legenda, revistas, não importa o assunto, o importante é ler. Lembrando que não é apenas mais um gasto, mas um investimento no futuro! Quem lê escreve com menos erros, amplia o vocabulário e passa a ter mais facilidade na escola e no dever de casa. Sugestões de revistas: Recreio, Super Interessante, Isto é, Galileu, Ciência Viva e para os mais velhos, Época, Veja, História viva, etc.
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Alfabetização sem traumas – o que os pais podem fazer para ajudar
Muitas vezes o processo de alfabetização não acontece de uma maneira tranqüila e natural. Quando isto ocorre e o tempo vai passando, a pressão sobre a criança torna-se um fator complicador. Os adultos, familiares, professores, e até amigos voltam sua atenção para a aquisição da leitura e da escrita, fazendo cobranças, comparações, ndo cobranças, comparaçando,ando, comparando, muitas vezes com a melhor das intenções.
Neste artigo procuro dar algumas dicas para os pais baseado na minha experiência. Sintam-se à vontade para comentar e acrescentar sugestões.
Em primeiro lugar gostaria de salientar que não há método ideal, o melhor método é aquele que o professor e a escola confiam e estão acostumados a trabalhar. Nem sempre este método está de acordo com as concepções de alfabetização dos pais, por isso uma boa conversa com a escola é o primeiro passo para acertar.
Em segundo lugar, acabar com a pressão. Não existe criança preguiçosa. A “preguiça” pode ser um sinal de dificuldade.
É importante lembrar que cabe aos professores o papel da alfabetização, eles são profissionais preparados para isto. Há muitas coisas que os pais podem fazer para ajudar, mas sem pressionar ou entrar em pânico.Entre elas:
Tornar o contato com a leitura e a escrita prazeroso, misterioso – ler para a criança, contar histórias, ler na frente das crianças (os pais que têm hábito de leitura têm mais chance de desenvolver o hábito de leitura nos filhos);
Disponibilizar material – comprar revistas, gibi, livros. É importante que tenham muitas gravuras e pouco texto. Com o tempo a criança se interessará pelo texto, mas é normal que o interesse inicie pelas figuras;
Estimular a leitura gestáltica – a leitura começa pela leitura da palavra como uma imagem, como um todo, pelas cores, tipo de letra, etc. As crianças desde pequenas fazem este tipo de leitura quando reconhecem o Mac Donald´s, a Coca-cola, etc. Estimular a leitura gestáltica favorece o contato com a língua escrita. Isto pode ser feito no supermercado, em casa, na rua, nos outdoors, etc, como uma brincadeira, lendo para ela os nomes e pedindo que ela “leia” também. Muitas vezes esta “leitura” se dará pelo uso do produto ou por uma “adivinhação”, mas é assim que começa.
Estimular o desenho, a pintura, o contato com diferentes materiais (não só na hora do dever de casa, mas como uma brincadeira em diferentes momentos) Sentar para desenhar junto e “brincar de escrever”.
Jogar jogos. Jogo da memória é excelente para ajudar na alfabetização. A criança identifica os iguais e os diferentes, a posição das peças, memoriza visualmente as peças, etc. Outros jogos: dominó, dama, quebra-cabeça, ludo.
O importante é sempre fazer de forma agradável e divertida, para que a criança goste de aprender, goste de ler, goste de escrever. Se for feito desta forma, vale qualquer coisa!
As dicas servem para crianças de todas as idades. Quanto mais cedo se começar menos marcada será a passagem do “não alfabetizado” para o “alfabetizado”, momento que é tão cobrado em nossa sociedade e por isso às vezes sofrido. Ao mesmo tempo, nunca é tarde para começar.
Se a criança estiver sofrendo por não estar conseguindo, família e escola já tiverem conversado e experimentado alternativas, vale procura ajuda de um especialista.
Neste artigo procuro dar algumas dicas para os pais baseado na minha experiência. Sintam-se à vontade para comentar e acrescentar sugestões.
Em primeiro lugar gostaria de salientar que não há método ideal, o melhor método é aquele que o professor e a escola confiam e estão acostumados a trabalhar. Nem sempre este método está de acordo com as concepções de alfabetização dos pais, por isso uma boa conversa com a escola é o primeiro passo para acertar.
Em segundo lugar, acabar com a pressão. Não existe criança preguiçosa. A “preguiça” pode ser um sinal de dificuldade.
É importante lembrar que cabe aos professores o papel da alfabetização, eles são profissionais preparados para isto. Há muitas coisas que os pais podem fazer para ajudar, mas sem pressionar ou entrar em pânico.Entre elas:
Tornar o contato com a leitura e a escrita prazeroso, misterioso – ler para a criança, contar histórias, ler na frente das crianças (os pais que têm hábito de leitura têm mais chance de desenvolver o hábito de leitura nos filhos);
Disponibilizar material – comprar revistas, gibi, livros. É importante que tenham muitas gravuras e pouco texto. Com o tempo a criança se interessará pelo texto, mas é normal que o interesse inicie pelas figuras;
Estimular a leitura gestáltica – a leitura começa pela leitura da palavra como uma imagem, como um todo, pelas cores, tipo de letra, etc. As crianças desde pequenas fazem este tipo de leitura quando reconhecem o Mac Donald´s, a Coca-cola, etc. Estimular a leitura gestáltica favorece o contato com a língua escrita. Isto pode ser feito no supermercado, em casa, na rua, nos outdoors, etc, como uma brincadeira, lendo para ela os nomes e pedindo que ela “leia” também. Muitas vezes esta “leitura” se dará pelo uso do produto ou por uma “adivinhação”, mas é assim que começa.
Estimular o desenho, a pintura, o contato com diferentes materiais (não só na hora do dever de casa, mas como uma brincadeira em diferentes momentos) Sentar para desenhar junto e “brincar de escrever”.
Jogar jogos. Jogo da memória é excelente para ajudar na alfabetização. A criança identifica os iguais e os diferentes, a posição das peças, memoriza visualmente as peças, etc. Outros jogos: dominó, dama, quebra-cabeça, ludo.
O importante é sempre fazer de forma agradável e divertida, para que a criança goste de aprender, goste de ler, goste de escrever. Se for feito desta forma, vale qualquer coisa!
As dicas servem para crianças de todas as idades. Quanto mais cedo se começar menos marcada será a passagem do “não alfabetizado” para o “alfabetizado”, momento que é tão cobrado em nossa sociedade e por isso às vezes sofrido. Ao mesmo tempo, nunca é tarde para começar.
Se a criança estiver sofrendo por não estar conseguindo, família e escola já tiverem conversado e experimentado alternativas, vale procura ajuda de um especialista.
Escola Promotora da Saúde - Saúde na Escola
Será realizado nos dias 2 e 3 de setembro das 8:30 às 18:00, no Centro Fecomércio de eventos, em São Paulo o 2º Saúde na Escola - Saúde Brasil. O evento gratuito e com duração de dois dias é voltado a multiplicar informações em saúde, meio ambiente e cidadania para professores, educadores e profissionais que trabalham no universo da educação das redes pública e privada de ensino.O 2° Saúde na Escola - Saúde Brasil irá municiar a escola com instrumentos adequados, didáticos e em linguagem acessível para a multiplicação de informações e orientações para a promoção da saúde e da qualidade de vida de seus alunos / comunidade.
Nesta edição a saúde do professor também estará em pauta sendo transmitidas orientações sobre como cuidar de sua saúde e também serão realizados alguns exames gratuitos para os professores participantes. O evento conta com apoio de órgãos de educação e saúde com destaque para a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Paulista de Pediatria.
2° Saúde na Escola - Saúde Brasil
2 e 3 de Setembro de 2008
das 8:30 às 18:00Centro
Fecomércio de Eventos - Rua Dr. Plínio Barreto, 285 Bela Vista - São Paulo - SP
Viciadas no sorriso do bebe

Toda a gente conhece o efeito que pode ter o sorriso de um bebé. Toda a gente conhece o seu poder. Cientistas americanos decidiram agora investigar o que toda a gente já sentiu, sobretudo as mães. E concluiram que, quando o bebé sorri, a mãe pode sentir um prazer semelhante ao uso de algumas drogas. Com a vantagem de não ter os efeitos secundários. Esta reacção neuro-química da mãe pode contribuir para explicar a forte ligação que existe entre mães e filhos.
A equipa de investigadores do Texas Children Hospital analisou o cérebro de 28 mães com filhos (os primeiros) entre os 5 e os 10 meses de idade, ao observarem fotografias dos seus bebés e de crianças desconhecidas.
Algumas imagens eram de bebés a sorrir outras com expressões neutras ou de tristeza. Os investigadores realizaram exames de ressonância magnética, avaliando o fluxo sanguíneo no cérebro e as áreas mais activadas, à medida que as fotografias eram vistas pelas mães.
E observaram que as imagens dos filhos a sorrir ¿acendiam¿ no cérebro das mães áreas ligadas ao prazer e recompensa, as mesmas áreas conhecidas por outras experiências por estarem ligadas à dependência de drogas.
Além disso, observou-se o aumento de produção de dopamina, uma substância que estimula o sistema nervoso central, produz adrenalina e está na base de dependências (de jogo, álcool ou drogas).
Ao que parece, a intensidade da reacção cerebral da mãe variava em função da expressão facial do bebé. As reacções de prazer eram maiores se o bebé estivesse a sorrir ou a rir. Se estivessem a chorar ou trsites, as reacções não eram muito diferentes se fosse o próprio filho ou outra criança. O estudo foi publicado no jornal científico Pediatrics. Fonte:http://www.mae.iol.pt
A equipa de investigadores do Texas Children Hospital analisou o cérebro de 28 mães com filhos (os primeiros) entre os 5 e os 10 meses de idade, ao observarem fotografias dos seus bebés e de crianças desconhecidas.
Algumas imagens eram de bebés a sorrir outras com expressões neutras ou de tristeza. Os investigadores realizaram exames de ressonância magnética, avaliando o fluxo sanguíneo no cérebro e as áreas mais activadas, à medida que as fotografias eram vistas pelas mães.
E observaram que as imagens dos filhos a sorrir ¿acendiam¿ no cérebro das mães áreas ligadas ao prazer e recompensa, as mesmas áreas conhecidas por outras experiências por estarem ligadas à dependência de drogas.
Além disso, observou-se o aumento de produção de dopamina, uma substância que estimula o sistema nervoso central, produz adrenalina e está na base de dependências (de jogo, álcool ou drogas).
Ao que parece, a intensidade da reacção cerebral da mãe variava em função da expressão facial do bebé. As reacções de prazer eram maiores se o bebé estivesse a sorrir ou a rir. Se estivessem a chorar ou trsites, as reacções não eram muito diferentes se fosse o próprio filho ou outra criança. O estudo foi publicado no jornal científico Pediatrics. Fonte:http://www.mae.iol.pt
Aprender brincando

Um pai dedicado escreveu contando que, na reunião de final de semestre letivo na escola que o filho de cinco anos freqüenta, descobriu que ele passa o período todo brincando. Pelo jeito, o pai não sabia do projeto da escola ou pensou que este deveria mudar com o crescimento da criança.
Já tratei desse assunto várias vezes aqui, mas sempre é preciso retornar para considerar outras perspectivas. Hoje vamos falar dessa pressão que muitos pais, pensando no futuro, exercem sobre o filho e sobre as escolas de educação infantil.
A criança aprende brincando. Aliás, ela aprende a brincar brincando também. Drummond escreveu que "amar se aprende amando" e o mesmo se aplica às crianças em relação ao ato de brincar.E atenção: isso ela aprende sozinha ou com outras crianças, não precisa que um adulto a ensine a brincar. Muitos pais que contratam babás para cuidar de seus filhos pequenos orientam a auxiliar a dedicar boa parte de seu tempo brincando com a criança. Essa atitude não é adequada porque a criança ficará dependente de um adulto para exercer uma das únicas atividades para a qual tem autonomia: brincar.
As escolas que compreendem bem o papel do ensino infantil na vida das crianças com menos de seis anos organizam seus espaços e suas atividades de modo a oferecer aos alunos tempo para conviver com os colegas e, portanto, se socializar. Também disponibilizam material não estruturado e sem finalidade visível, para a criança criar e colocar em ato sua imaginação, leituras de histórias de vários tipos, para a criança ter contato com vários tipos de linguagens e gêneros literários, e espaço para pesquisa.
Tais pesquisas não devem ter finalidade científica e sim criar e manter a atitude curiosa do aluno que tem perguntas e também tem condições, com o auxílio do professor, de encontrar caminhos para obter algumas respostas ou, melhor ainda, elaborar novas perguntas.Esse é um processo de iniciação científica, sim, mas sem o rigor que será exigido mais tarde, no ensino fundamental.
Além disso, a criança precisa ter contato com elementos da natureza, como a água, o fogo ou os pequenos seres que habitam nosso meio. Precisa de tempo livre e de tempo organizado. Precisa aprender as primeiras regras da convivência nas atividades em grupo e as primeiras regras da vida por meio dos jogos. Precisa ter contato com a cultura e as artes em suas diferentes expressões.Todas as atividades são brincadeiras, mas, ao mesmo tempo, uma séria preparação para o futuro.
Não se pode pensar no ensino infantil nos mesmos moldes que pensamos o ensino fundamental. Aliás, é bom saber que a criança que vive sua primeira infância bem de acordo com sua idade tem mais facilidade de se adaptar às novas exigências que encontrará no ensino fundamental.O problema atual é que, como muitos pais pensam como nosso leitor, muitas escolas têm instituído um ensino infantil mais voltado aos anseios dos pais do que aos das crianças.
E quem perde com isso, caros pais, são seus filhos. Fonte:http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br
Já tratei desse assunto várias vezes aqui, mas sempre é preciso retornar para considerar outras perspectivas. Hoje vamos falar dessa pressão que muitos pais, pensando no futuro, exercem sobre o filho e sobre as escolas de educação infantil.
A criança aprende brincando. Aliás, ela aprende a brincar brincando também. Drummond escreveu que "amar se aprende amando" e o mesmo se aplica às crianças em relação ao ato de brincar.E atenção: isso ela aprende sozinha ou com outras crianças, não precisa que um adulto a ensine a brincar. Muitos pais que contratam babás para cuidar de seus filhos pequenos orientam a auxiliar a dedicar boa parte de seu tempo brincando com a criança. Essa atitude não é adequada porque a criança ficará dependente de um adulto para exercer uma das únicas atividades para a qual tem autonomia: brincar.
As escolas que compreendem bem o papel do ensino infantil na vida das crianças com menos de seis anos organizam seus espaços e suas atividades de modo a oferecer aos alunos tempo para conviver com os colegas e, portanto, se socializar. Também disponibilizam material não estruturado e sem finalidade visível, para a criança criar e colocar em ato sua imaginação, leituras de histórias de vários tipos, para a criança ter contato com vários tipos de linguagens e gêneros literários, e espaço para pesquisa.
Tais pesquisas não devem ter finalidade científica e sim criar e manter a atitude curiosa do aluno que tem perguntas e também tem condições, com o auxílio do professor, de encontrar caminhos para obter algumas respostas ou, melhor ainda, elaborar novas perguntas.Esse é um processo de iniciação científica, sim, mas sem o rigor que será exigido mais tarde, no ensino fundamental.
Além disso, a criança precisa ter contato com elementos da natureza, como a água, o fogo ou os pequenos seres que habitam nosso meio. Precisa de tempo livre e de tempo organizado. Precisa aprender as primeiras regras da convivência nas atividades em grupo e as primeiras regras da vida por meio dos jogos. Precisa ter contato com a cultura e as artes em suas diferentes expressões.Todas as atividades são brincadeiras, mas, ao mesmo tempo, uma séria preparação para o futuro.
Não se pode pensar no ensino infantil nos mesmos moldes que pensamos o ensino fundamental. Aliás, é bom saber que a criança que vive sua primeira infância bem de acordo com sua idade tem mais facilidade de se adaptar às novas exigências que encontrará no ensino fundamental.O problema atual é que, como muitos pais pensam como nosso leitor, muitas escolas têm instituído um ensino infantil mais voltado aos anseios dos pais do que aos das crianças.
E quem perde com isso, caros pais, são seus filhos. Fonte:http://blogdaroselysayao.blog.uol.com.br
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